O medo me corrói
Medo de mim mesmo
De ser deixado a esmo
Medo do que dói.
Da sua antipatia
Seu desapontamento
E apesar do meu lamento
Fico nessa letargia.
Não sei como dizer
Não há o que fazer
Sem que fique redundante.
Promessas são vazias
São pobres garantias
De um sentimento abundante.
Desabafos de uma alma meio zonza...
domingo, 14 de abril de 2019
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Hoje
Hoje eu encontrei
no vestido vermelho que você deixou,
um fio de cabelo,
lembrança ondulada do nosso amor.
Tive a impressão de sentir o seu cheiro,
mas foi impressão. Faz tanto tempo.
Já se esvaneceu, ficou ao relento.
O tempo levou, ou o vento, matreiro.
O tempo levou, ou o vento, matreiro.
Eu sinto a vontade,
eu sinto a saudade.
O tempo passa, o cheiro some.
Eu ouço o vento,
eu conto o tempo.
O vento sopra, e me trás seu nome.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Saudade
Quando sinto falta
falta alguma coisa
coisa triste você longe
longe daqui.
Daqui eu fico pensando
pensando o que você tá fazendo
fazendo falta, fazendo maldade
maldade é ter tanta saudade.
Saudade é mesmo isso
isso não dá pra evitar
evitar querer estar perto
perto não é o suficiente.
Suficiente mesmo é ser um
um de dois
dois de um só
só que hoje não dá.
Dá pra dizer só de olhar
olhar caído, passo lento
lentamente o tempo passa
passa o tempo, mas a saudade não passa.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Quanta coisa
Quanta coisa aqui dentro,
Me esmagando, remoendo.
Quanta coisa conflitante
No peito de um só amante.
Quanta coisa recorrente,
Na minha cara se apresenta.
Quanta coisa, mas não aparenta,
Mesmo bem na minha frente.
Quanta coisa em mim afunda,
Mesmo estando moribunda,
E eu só penso, quanta prosa.
Se me impondo e objeto,
Me sinto uma pilha de dejetos.
Na testa a placa: IDIOTA
quarta-feira, 13 de março de 2013
Soneto à louca alma
Hoje eu vejo uma alma
uma alma um tanto louca
com seu que de histeria
sem gritar, ainda rouca.
A mesma alma que chorou
que gritou, esperneou,
que de ver tanto absurdo
se feriu, se machucou.
Se hoje vejo que é louca,
ainda lembro vivamente,
um dia foi bem consciente.
Foi de gritar que ficou rouca,
de gritar para impedir,
um coração de se partir.
uma alma um tanto louca
com seu que de histeria
sem gritar, ainda rouca.
A mesma alma que chorou
que gritou, esperneou,
que de ver tanto absurdo
se feriu, se machucou.
Se hoje vejo que é louca,
ainda lembro vivamente,
um dia foi bem consciente.
Foi de gritar que ficou rouca,
de gritar para impedir,
um coração de se partir.
sábado, 5 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Sabe?
Sabe quando você olha pro presente e ele parece distante,
olha pro futuro e te parece maçante,
olha pro passado e te parece irritante!?
É quando você percebe o quanto você é inconstante...
olha pro futuro e te parece maçante,
olha pro passado e te parece irritante!?
É quando você percebe o quanto você é inconstante...
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