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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Para que me preocupar?

Pra que me preocupar, se tudo está se acabando!?
Pra que me horrorizar, se vai tudo definhando!?
Na medida do pesar, com a distância aumentando,
se adentrando, corroendo, derrubando.

Se agora me aflige o desespero, amanhã sei que se acalma,
o coração que agora chora, mas onde ainda se salva,
um sentimento que apesar de ser sereno,
é intenso, tenso, profundo.

A cada hora do dia, com a esperança sempre mais fraca,
a uma esperança se agarra, um fio quase se rompendo.
Um toque do destino, como ácido corroendo,
ferindo, sangrando, morrendo.

Mas se amanhã é um novo dia,
com o raiar de uma esperança,
viverei como criança,
correndo, brincando, sorrindo.

E se essa criança hoje chora,
pela falta de esperança,
amanhã ela melhora,
levanta, sorri, acorda.

Nova força vinda de longe,
lá do fundo, de dentro da gente.
De um sentimento verdadeiro,
puro, suave, inocente.

Sentimento bobo,
que nos remete à criança,
que agora está pulando,
sorrindo, vivendo, amando.

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