Os anos vem,
o tempo está passando.
Os dias passam,
o tempo está acabando.
Contando esse tempo,
eu tenho um surto.
Os dias são longos,
os anos são curtos.
Se paro um instante,
me pego esperando,
Não sei pelo quê,
mas sei que está chegando.
Ja vejo sinais,
ja ouço chamados.
Nos grandes anais,
há tempos não usados.
Será o fim dos tempos,
será uma mudança?
Num novo começo,
uma nova esperança?
Ou apenas um engano,
uma paranóia,
um simples delírio,
um parêntese na história.
Se ouço, se vejo,
se acho, se almejo,
uma simples visão,
um grande desejo.
Não sei não me lembro,
não vejo, não quero.
Já quis, mas agora,
simplesmente espero.
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