Se eu estou preso nesse isolamento,
grito um nome quando vem a saudade,
mas sem ninguem pra ouvir meu lamento,
fico aqui lembrando a felicidade.
Felicidade se foi como o vento,
que soprou quando aquietava meu peito,
Peito atado, que atou um sentimento,
que ainda morto, revira em seu leito.
E nesse paradoxo de apatias,
e amores entrelaçados, vivo,
mesmo sem conseguir viver em paz.
Mas espero que ao passar desses dias
de solidão e de amor inativo,
uma esperança vem, e a luz me traz.
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