Páginas

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Soneto ao ciúme

a deixa do ciúme a mim já veio,
e a causa dessa angustia velada,
que se revolta aqui dentro guardada,
velada, guardada, e partida ao meio.

a situação que se torna a deixa,
a distância que me remete à causa,
a revolta que não me deixa pausa,
e esse tormento que jamais me deixa.

a revolta que se traduz em dúvida,
a pulsação que impulsiona essa vida,
e que se traduz em desconfiança.

mas quando no peito de um sonhador,
ao estar presente também o amor,
se ameniza e vira a calma esperança.

Nenhum comentário:

Postar um comentário